segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Presa por racismo é nomeada secretária da Igualdade Racial

Presa por racismo em 2004, Maria Luiza Brito é a nova secretária de Assistência Social,

Presa por racismo é nomeada secretária da Igualdade Racial
Foto: Reprodução
Presa por racismo em 2004, Maria Luiza Brito é a nova secretária de Assistência Social, da Mulher e da Igualdade Racial do município de Bodocó, no sertão de Pernambuco.

A titular era universitária quando ofendeu o soldado da Polícia Militar Leonildo Hilário Nunes. Autuada em flagrante, ela foi levada para a Colônia Feminina do Bom Pastor, em Recife.

fonte:
http://metro1.com.br/noticias/politica/48106,presa-por-racismo-e-nomeada-secretaria-da-igualdade-racial-.html
por Luiza Leão no dia 15 de Jan de 2018 • 20:22
O episódio ocorreu quando a mulher discutiu com um taxista, que a havia transportado outros três jovens na mesma corrida, sem dinheiro para pagar o trajeto.


O delegado, ao tentar intervir na confusão, teria sido xingado e discriminado por ser negro

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Manuela D'Ávila defende projeto de desenvolvimento nacional



Do Portal Vermelho

Reprodução/ Facebook
  
Segundo Manuela, as eleições deste ano é um momento privilegiado para debater sobre a construção de saídas para a atual crise econômica. “Qual é o centro dessa discussão? Como retomar o crescimento econômico? Como que o Estado pode voltar a ser indutor do crescimento econômico com um grande plano de obras? Como que o Estado pode ter uma participação mais ativa na retomada da indústria nacional e sobretudo da indústria 4.0?”, indagou.

Uma das medidas do governo ilegítimo de Michel Temer foi a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP), que substitui a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). A TLP faz com que a taxa cobrada pelo BNDES se aproxime das taxas de mercado.

Para a deputada é preciso revogar as alterações que foram feitas na TJLP para que a indústria possa voltar a investir. “Precisamos garantir um fundo soberano para o investimento num plano de obras”. 


Outro retrocesso no governo Temer, foi a Emenda Constitucional 95/2016, que congela os gastos públicos na saúde e na educação por 20 anos. A pré-candidata afirma que é preciso revogar a PEC 95 para que retomemos os investimentos em políticas sociais e em infraestrutura social.

Manuela D’Ávila conclui explicando que o projeto de desenvolvimento nacional só irá acontecer se o povo brasileiro se unir para garantir a retomada do crescimento, dos direitos sociais e direitos individuais para o nosso povo.

Assista a íntegra do vídeo:



segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Flávio Dino aponta erros na sentença de Moro



  























Não consigo crer que 3 desembargadores federais vão confirmar uma argumentação jurídica tão precária e dissociada da prova dos autos, apenas por questões políticas ou por 'pressão'. Não creio", escreveu Dino em sua página no Twitter; o recurso de Lula contra a sentença de Sérgio Moro será julgada pelos desembargadores João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor dos Santos Laus.

Confira o vídeo da TV Brasil 247 onde Flávio Dino desconstroi juridicamente a condenação ao ex-presidente Lula.


VermelhoSP, com informações da TV Brasil 247

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Presidente chinês faz chamado à preparação militar do país

Xi, também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC) e presidente da Comissão Militar Central (CMC), fez as declarações enquanto ditava uma ordem em uma reunião de mobilização organizada pela comissão.
04/01/2018

O presidente da China, Xi Jinping, ordenou na quarta-feira (3) às forças armadas que fortaleçam o treinamento de combate real e melhorem sua capacidade de vencer guerras.
Xi, também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC) e presidente da Comissão Militar Central (CMC), fez as declarações enquanto ditava uma ordem em uma reunião de mobilização organizada pela comissão.
Foi a primeira vez que a comissão realizou uma reunião de mobilização para todas as forças armadas.
Xi pediu às forças armadas que implementem o espírito do 19º Congresso Nacional e do pensamento do PCC sobre a construção de um exército forte na nova época.
Às 10h, Xi subiu ao posto de revisão com uniforme militar na sede principal onde mais de 7 mil oficiais e soldados armados, assim como cerca de 300 conjuntos de armamentos, formaram-se em linhas em um campo do Comando do Teatro de Operações Central.
Em outros locais, mais de 4 mil sedes foram designadas para escutar as ordens de Xi.
Nas ordens, Xi insistiu a todos os níveis do exército que melhorem o treinamento militar concentrado na preparação de combate e ponham o treinamento militar em uma posição estratégica e como trabalho central com resultados efetivos.
Os oficiais dirigentes devem assumir uma liderança e ter um papel exemplar, disse Xi, pedindo que o treinamento de combate real e o treinamento de combate conjunto sejam realizados de acordo com as regras de governança rigorosa.
Xi em uniforme militar
As forças armadas devem ter um treinamento com um bom estilo de trabalho e método, inovar e melhorar o apoio ao treinamento, reforçar a supervisão e realizar eventos de treinamento massivo para os soldados, disse Xi.
Xi pediu às forças armadas que melhorem o treinamento específico e contra adversários, melhorem a capacidade de combate militar real e dominem com firmeza a capacidade de vencer batalhas.
Os comandantes e o pessoal devem implementar com firmeza as decisões e instruções do Comitê Central do PCC e da CMC com um espírito de luta sem temor às dificuldades nem à morte, assinalou Xi.
treinamento militar chinês2
Também devem treinar arduamente de maneira científica, ser valentes para superar as dificuldades e vencer seus oponentes, e criar uma força de elite e poderosa que esteja sempre pronta para a luta, seja capaz de combater e esteja segura para vencer e cumprir as tarefas encarregadas pelo Partido e pelo povo na nova época, acrescentou o presidente.
Depois da reunião, Xi revisou reuniões de soldados no local e o treinamento de diversas tropas via teleconferência.
O vice-presidente da CMC, Xu Qiliang, presidiu a reunião.
Outros altos oficiais do exército, incluindo o vice-presidente da CMC, Zhang Youxia, também participaram da reunião.

Fonte: Xinhua

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

“JULGAMENTO” DE LULA É SIMULACRO PARA TIRÁ-LO DA ELEIÇÃO

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Lei da ditadura: Juiz decide contra manifestações a favor de Lula em Porto Alegre


Assinada pelo juiz Osório Avila Neto proíbe acampamento do MST em Porto Alegre 
Assinada pelo juiz Osório Avila Neto proíbe acampamento do MST em Porto Alegre nas proximidades do TRF-4, onde três desembargadores julgarão Lula em segunda instância.
Da Redação*

FONTE ; FORUMhttps://www.revistaforum.com.br/2017/12/29/lei-da-ditadura-juiz-decide-contra-manifestacoes-favor-de-lula-em-porto-alegre/

29 de dezembro de 2017
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A mobilização em defesa do ex-presidente Lula, programada para o julgamento do dia 24 de janeiro, sofreu um revés. Decisão assinada pelo juiz Osório Avila Neto proíbe acampamento do MST em Porto Alegre nas proximidades do TRF-4, onde três desembargadores julgarão Lula em segunda instância.
“É dado notório que se aprazou para o dia 24 de janeiro o julgamento de recurso penal envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que funciona em prédio lindeiro ao deste foro. Informações de imprensa também dão conta de que movimentos sociais identificados com o ex-presidente mobilizam-se para comparecer no local de julgamento, a fim de promover suas manifestações de apoio ao político”, diz o juiz.
“Protestar é um ato midiático, exige perfeita remessa entre a ação de protesto e o destinatário da agitação. A foto deste grupo protestando em frente ao Tribunal dirá muito mais à coletividade mundial do que a foto deste mesmo grupo em praça a centenas de metros de distância”, prossegue o magistrado.
“Ante o exposto, defiro parcialmente a liminar pleiteada, para o fim de (a) que seja estabelecida área de isolamento para o trânsito e permanência dos manifestantes, correspondente à área formada pelo polígono entre as vias: Rua Edvaldo Pereira Paiva, Avenida Loureiro da Silva e Avenida Augusto de Carvalho; (b) proibir, imediatamente e até três (03) dias após o julgamento do recurso, a formação de acampamento no interior do Parque Maurício Sirotski Sobrinho (Parque Harmonia) e em seus terrenos e estacionamentos lindeiros ao parque e ao Tribunal Regional Federal e às instituições públicas situadas nas adjacências”.
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Embora o Judiciário pareça estar fechado para consumar mais um atentado à democracia brasileira, depois do golpe de 2016, um manifesto com mais de 80 mil assinaturas aponta abusos do Judiciário com a finalidade de excluir Lula – líder em todas as pesquisas – da disputa presidencial de 2018.
Chiqueirinhos
A senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidenta nacional do PT, criticou duramente a decisão do juiz Osório Avila Neto. “O MPF e essa decisão do Judiciário parecem provocação. Vai acirrar muito os ânimos que já estão exaltados pela injustiça com Lula. Nós sempre fizemos manifestações pacíficas. Agora, não vamos permitir esse atentado ao direito de manifestação”, afirmou. “Ninguém pode colocar manifestações democráticas em chiqueirinhos”, completou.
*Com informações do Brasil 247
Foto: Agência Brasil

Rubem Gonzalez: PACIFISTAS, BUNDÕES OU TRAIDORES?


A imagem pode conter: avião e céu

Ernesto Geisel sabia que sem Forças Armadas fortes, sem uma defesa forte e com indústria independente não poderia existir uma nação soberana, também sabia que isso era impossível lambendo as botas dos imperadores do norte, eles jamais permitiriam um gigante no seu quintal com força e vontade próprias.
Dai rasgou todos os protocolos e tratados militares com o s ianques e partiu com ousadia para um modelo genuinamente brasileiro, com usinas nucleares, enriquecimento de urânio, construção de submarinos e como não poderia deixar de ser uma bela indústria bélica e obviamente a bomba atômica.
O Brasil foi ensinado e doutrinado de Sarney para cá em ser um gigante de merda, um frouxo cuzão, um bunda mole, um pacifista tolo num mundo que se arma e onde só tem paz efetiva quem tem armas suficientes para mante-la, o resto? O resto é uma mistura de salão de danças com aterro sanitário dos países poderosos de verdade.
O mais trágico não foi essa renca de presidentes que no campo da soberania nacional praticamente se equivalem com exceção do Lula que apostou no reaparelhamento das Forças Armadas, porém alinhados com esse ridículo programa de não proliferação de armas nucleares que no melhor estilo piada pronta é gerenciado e mantido por países armados delas até os dentes.
O mais trágico é constatar que primeiramente o regime militar só caiu porque começou a criar uma perigosa vertente de militares nacionalistas e hoje vergonhosamente saber que eles são minoria, frente a uma imensa maioria de Mourões e outros do naipe que vivem por aí com o surrado lema de caça aos comunistas enquanto usam fio dental e rebolam sensualmente para os ianques.
Na foto podemos ver o Sukhoi SU 34 o melhor e mais letal caça bombardeiro do planeta, mas é apenas um de uma longa linhagem de uma família de "voadores de guerra" com o selo de o melhor do mundo, eles são apenas alguns de centenas de vetores de persuasão construídos com tecnologia 100% nacional de um país de origem comunista, de onde veio toda essa base e projetos, e que tem um PIB menor que o Brasileiro.
Ao ver isso e escutar os discursos de empresários fakes, mamadores de verbas do BNDES para colocarem etiquetas de suas empresas em produtos fabricados no sudeste asiático na sua ridícula FIESP, discursos esses cheios de preconceito e ironias de um país que se enfrentar militarmente a Koreia do Norte que tem um PIB menor que o nosso gasto com o judiciário sairá arrasado e jogado na lona como um saco de merda.
Falamos mal do comunismo, tripudiamos do comunismo, nossos milicos se dizem experts em caçar comunistas, se jactam de sentir o cheiro de um a mais de 100 km e no entanto todas as nossas forças armadas reunidas hipoteticamente tivesse que enfrentar um anão vermelho como o país do Kin Jong que coxinha adora fazer piada, seria totalmente aniquilado, seria exterminado e mostraria na prática que os nossos milicos não são bons em caçar comunistas, eles são bons é com quem é fraco e desarmado...

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

FILME: "STALINGRADO" [RESENHA]


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O drama de guerra lançado em 2013, sucesso de público, a mais rendosa bilheteria russa até o momento, usa a famosa batalha de Stalingrado, de novembro de 1942, mais como pano de fundo do que estivesse preocupada em uma reconstrução histórica, se bem que conte com todos os acompanhamentos que ela teria trazido da realidade, como: armas, fardas, cenários e mortes (embora não se veja corpos em parte, só inteiros)

Fonte:http://identidade85.blogspot.com.br/2015/04/filme-stalingrado-2013.html

Há que se dizer que este é um excelente filme de ação, com direito a estreia do cinema russo no formato IMax 3D, com qualidade superior das imagens, com muitos combates, tiros, demonstrações de força e etc.. 

Claro que os russos são vistos como heróis que enfrentam a ameaça de invasão alemã bravamente até o final. Se bem que também os alemães não apareçam tão caricaturados como se costuma ver por aí. 

O enredo principal trata de seis soldados que recebem a incumbência de defender um prédio que ficava na entrada, de Stalingrado, no caminho das tropas que quisessem tomar a cidade. Ali eles encontram uma moça, única sobrevivente entre os morados daquela construção, que acaba lhes afetando diretamente e que compõe um dos lados da história; história que tem ainda uma outra moradora de Stalingrado que recebia (à princípio de forma indesejada) um oficial alemão em seu abrigo. De qualquer forma os personagens aparecem como lembranças contadas por um bombeiro enquanto socorre um grupo de alemães soterrados em um terremoto.

O idioma original do filme é russo, afinal, ele foi feito por russos, mas a versão de áudio que assisti é dublada em inglês. Nesse caso o engraçado é que o único áudio que permaneceu original é o alemão falado pelos nazistas que ocupam parte da cidade, sendo que as demais falas estão todas em inglês. Isso cria um embaraço, como em um diálogo em inglês por parte dos soldados nazistas, com direito a guia de conversação em mãos, para descobrir se uma moradora (russa) da cidade é judia.

Algumas outras coisas me chamaram a atenção no filme, nem sempre positivamente. É o caso dos soldados russos flamejantes que aparecem no desembarque que abre as memórias do bombeiro sobre a experiência de sua mãe na época da Guerra. Fiquei me imaginando pegando fogo, com olhar heroico, procurando o primeiro inimigo que eu visse pela frente para dividir minhas chamas mortais. Há controvérsias.

Uma outra situação que achei meio no sense no filme foram os combates matrix travados por alguns dos soldados russos no centro da localidade, com direito à tela lenta, golpes de facas, desvios milagrosos e coronhadas superpotentes.

Agora falando especificamente da história "real" em si, sabemos que os personagens do filme não travaram a "batalha final", como o título pretende, embora no contexto da Segunda Guerra o enfrentamento em Stalingrado, com tudo que vem depois do tempo-espaço congelado dessa reconstrução ficcional, tenha representado o limite da expansão nazista. Nessa mesma batalha, de forma ampla, morreram mais de 2 milhões de pessoas, entre militares e civis, e terminou em fevereiro de 1943.

Em resumo, o filme é bom, com muitos efeitos, com uma fotografia de excelente qualidade, tendo os limites apontados acima quanto ao conteúdo histórico ou sua ligação com ele. O fato inegável no fim é que haverá quem veja uma mensagem comunista na melancólica poeira vermelha dos prédios em destruição!

Assista ao trailer

 
 stalingrado livro
Segunda Guerra Mundial - Stalingrado 
A Resistência Heroica Que Destruiu o Sonho de Hitler
Rupert Matthews

Poemas a Stalingrado

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Os dois poemas abordam a coragem e a convicção dos soldados do Exército Vermelho ao avançar contra a Alemanha Nazista.

Leia na íntegra: 

Novo Canto de Amor a Stalingrado

(Pablo Neruda)

Escrevi sobre a água e sobre o tempo,
descrevi o luto e seu metal acobreado,
escrevi sobre o céu e a maçã,
agora escrevo sobre Stalingrado.

As noivas já guardam no seu lenço
raios de meu amor enamorado,
meu coração agora está no solo,
na fumaça e na luz de Stalingrado.

Já toquei com as mãos a camisa
do crepúsculo azul e derrotado:
agora toco a própria luz da vida
nascendo com o sol de Stalingrado.

Sinto que o velho-jovem transitório
de pluma, como os cisnes adornado,
despe a roupagem de seu mal notório
por meu grito de amor a Stalingrado.

Ponho minh`alma onde quero.
E não me nutro de papel cansado
temperado de tinta e de tinteiro.
Nasci para cantar a Stalingrado.

Minha voz esteve com teus inúmeros mortos
contra teus próprios muros esmagados,
minha voz soou como o sino e o vento
vendo-te morrer, Stalingrado.

Agora americanos combatentes
brancos e escuros como a romã,
matam no deserto a serpente.
Já não estás a sós, Stalingrado.

França volta às velhas barricadas
com pavilhão de fúria hasteado
sobre as lágrimas recém derramadas.
Já não estás a sós, Stalingrado.

E os grandes leões da Inglaterra
voando sobre o mar de furacões
cravam as garras na parda terra.
Já não estás a sós, Stalingrado.

Hoje abaixo de suas montanhas de escarmento
não estão apenas os teus enterrados:
tremendo está a carne de teus mortos
que tocaram tua frente, Stalingrado.

Teu aço azul de orgulho construído,
seu cabelo de planetas coroados,
teu baluarte de pães divididos,
tua fronteira sombria, Stalingrado.

Tua Pátria de louros e martírios,
o sangue no teu esplendor nevado,
o olhar de Stalin sobre a neve
tingida com teu sangue, Stalingrado.

As condecorações que teus mortos
colocaram sobre o peito transpassado
da terra, o estremecimento
da morte e da vida, Stalingrado.

O sal profundo que de novo traz
ao coração do homem estremecido
com a rama de vermelhos capitães
saídos de teu sangue, Stalingrado.

A esperança que se rompe em seus jardins
como a flor da árvore esperada,
a página gravada de fuzis,
as letras de sua luz, Stalingrado.

A torre que concebes nas alturas,
os altares de pedra ensanguentados,
os defensores de tua idade madura,
os filhos de tua pele, Stalingrado.

As águias ardentes de tuas pedras,
os metais por tua alma amamentados,
os adeus de lágrimas imensas
e as ondas de amor, Stalingrado.

Os ossos dos assassinos feridos,
os invasores de pálpebras fechadas
e os conquistadores fugitivos
atrás de sua centelha, Stalingrado.
Os que humilharam a curva do Arco
e as águas do Sena transpuseram
com o consentimento do escravo,
se detiveram em Stalingrado.

Os que a bela Praga sobre lágrimas,
sobre o emudecido e o traído,
passaram pisoteando suas feridas,
morreram em Stalingrado.

Os que na gruta grega esculpiram
a estalactite de cristal quebrado
em seu clássico azul escasso,
agora onde estão, Stalingrado?

Os que a Espanha incediaram e dividiram
deixando o coração encarcerado
dessa mãe de ensinos e guerreiros,
se puseram a seus pés, Stalingrado.

Os que na Holanda, água e tulipas
salpicaram no lodo ensanguentado
e derramaram o açoite e a espada,
agora dormem em Stalingrado.

Os que na branca noite da Noruega
Um uivo de chacal soltaram
incendiando esta gelada primavera,
emudeceram em Stalingrado.

Horror a ti pelo que o ar traz,
o que se há de cantar e o cantado,
horror por tuas mães e teus filhos
e teus netos, Stalingrado.
Horror ao combatente da névoa,
horror ao comissário e ao soldado,
horror ao céu por traz da tua lua,
horror ao sol de Stalingrado.

Guarda-me um pedaço de violenta espuma,
guarda-me um rifle, guarda-me um arado,
e que o coloquem em minha sepultura
com uma espiga vermelha de teu estado,
para que saibam, se há alguma dúvida,
que morri amando-te e que me tens amado,
e se não estive combatendo em tua cintura
deixo em tua honra esta granada escura,
este canto de amor a Stalingrado.


Stalingrado

(Carlos Drummond de Andrade)

Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades!
O mundo não acabou, pois que entre as ruínas
outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora,
e o hálito selvagem da liberdade
dilata os seus peitos, Stalingrado,
seus peitos que estalam e caem,
enquanto outros, vingadores, se elevam.

A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.
Os telegramas de Moscou repetem Homero.
Mas Homero é velho. Os telegramas cantam um mundo novo
que nós, na escuridão, ignorávamos.
Fomos encontrá-lo em ti, cidade destruída,
na paz de tuas ruas mortas mas não conformadas,
no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas,
na tua fria vontade de resistir.

Saber que resistes.
Que enquanto dormimos, comemos e trabalhamos, resistes.
Que quando abrimos o jornal pela manhã teu nome (em ouro oculto) estará firme no alto da página.
Terá custado milhares de homens, tanques e aviões, mas valeu a pena.
Saber que vigias, Stalingrado,
sobre nossas cabeças, nossas prevenções e nossos confusos pensamentos distantes
dá um enorme alento à alma desesperada
e ao coração que duvida.

Stalingrado, miserável monte de escombros, entretanto resplandecente!
As belas cidades do mundo contemplam-te em pasmo e silêncio.
Débeis em face do teu pavoroso poder,
mesquinhas no seu esplendor de mármores salvos e rios não profanados,
as pobres e prudentes cidades, outrora gloriosas, entregues sem luta,
aprendem contigo o gesto de fogo.
Também elas podem esperar.

Stalingrado, quantas esperanças!
Que flores, que cristais e músicas o teu nome nos derrama!
Que felicidade brota de tuas casas!
De umas apenas resta a escada cheia de corpos;
de outras o cano de gás, a torneira, uma bacia de criança.
Não há mais livros para ler nem teatros funcionando nem trabalho nas fábricas,
todos morreram, estropiaram-se, os últimos defendem pedaços negros de parede,
mas a vida em ti é prodigiosa e pulula como insetos ao sol,
ó minha louca Stalingrado!

A tamanha distância procuro, indago, cheiro destroços sangrentos,
apalpo as formas desmanteladas de teu corpo,
caminho solitariamente em tuas ruas onde há mãos soltas e relógios partidos,
sinto-te como uma criatura humana, e que és tu, Stalingrado, senão isto?
Uma criatura que não quer morrer e combate,
contra o céu, a água, o metal, a criatura combate,
contra milhões de braços e engenhos mecânicos a criatura combate,
contra o frio, a fome, a noite, contra a morte a criatura combate,
e vence.

As cidades podem vencer, Stalingrado!
Penso na vitória das cidades, que por enquanto é apenas uma fumaça subindo do Volga.
Penso no colar de cidades, que se amarão e se defenderão contra tudo.
Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres,
a grande Cidade de amanhã erguerá a sua Ordem.

Leia também: 
Konstantin Simonov: Espere por mim
Do Portal Vermelho

Guerra Sagrada: De pé, imenso país, de pé para a Batalha Mortal



Reprodução
"Glória ao nosso grandioso povo, povo vencedor!" (frase de Stálin em cartaz veiculado durante a 2ª Guerra Mundial)"Glória ao nosso grandioso povo, povo vencedor!" (frase de Stálin em cartaz veiculado durante a 2ª Guerra Mundial)
As circunstâncias que levaram à música e à sua apressada apresentação são simples: a União Soviética fora invadida, em 22 de junho de 1941, pela Alemanha nazifascista, e a canção serviu como uma ode à resistência. Os versos foram terminados em 24 de junho de 1941 e Aleksandrov imediatamente compôs a música, em um caderno de notas, que foi repassado para os músicos aprenderem rapidamente as notas. A primeira apresentação se deu na estação de trem Bielorússia, quando foi cantada cinco vezes seguida, segundo testemunhas, para soldados que partiam para o fronte.

Há muitas versões estrangeiras da canção. Os alemães a conhecem por Der Heilige Krieg (com versos de Stephan Hermlin) e os húngaros como Fel, küzdelemre. A canção foi tocada em todas as paradas do Dia da Vitória, tanto na União Soviética quanto na Rússia atual.

Guerra Sagrada
A.V.Aleksandrov, V. Lebediev-Kumátch.

De pé, imenso país
De pé para a batalha mortal
Contra o obscuro fascista
E suas hordas bestiais
--
(Em coro 2x)
Deixe que nossa ira
Nos arrebate como as ondas
Uma guerra popular está em marcha!
A Guerra Sagrada!
--
Vamos repelir os estranguladores
De ideias nobres,
Estupradores, saqueadores,
Torturadores do gênero humano
--
(Em coro 2x)
Deixe que nossa ira
Nos arrebate como as ondas
Uma guerra popular está em marcha!
A Guerra Sagrada!
--
As asas escuras não ousarão
Voar sobre a Pátria Mãe.
E seus vastos campos
O inimigo não ousará pisotear!
--
(Em coro 2x)
Deixe que nossa ira
Nos arrebate como as ondas
Uma guerra popular está em marcha!
A Guerra Sagrada!
--
Meteremos uma bala na testa,
do podre e imundo fascista.
Ergueremos um forte sepulcro,
para o lixo da humanidade!
--
(Em coro 2x)
Deixe que nossa ira
Nos arrebate como as ondas
Uma guerra popular está em marcha!
A Guerra Sagrada!

Ouça duas versões da canção, em russo e em chinês:




Leia também:
Cinco filmes sobre a vitória da União Soviética contra o NazismoA Grande Guerra patriótica em dez cartazesPoemas a StalingradoKonstantin Simonov: Espere por mim

Do Portal Vermelho, Humberto Alencar

Máximo Gorki, o escritor da revolução proletária


Do Portal Vermelho

  
Para Gorki “não existem ideias fora do homem”, que é o “criador de todas as coisas, o criador de milagres e o futuro senhor de todas as forças da natureza. As mais belas coisas deste mundo são as criadas pelo trabalho, por hábeis mãos, e todos os nossos pensamentos e nossas ideias nascem do processo do trabalho”.

Filho de uma serva e de um rebocador de barcos no rio Volga, Gorki nasceu em 16 de março de 1868 e foi batizado como Aleksei Maksimovitch Pechkov. Desde os 10 anos teve que trabalhar para viver: foi descarregador no porto, jardineiro, corista de teatro, ajudante de sapateiro, pintor de ícones, vendedor de frutas, ferroviário e, sobretudo, padeiro.

Sem frequentar escolas, tudo o que aprendeu lhe foi ensinado pelo que chamou ironicamente de “minhas universidades”: a vida.

Pechkov adotou o pseudônimo de Gorki (significa “amargo”) em Tifilis, ao publicar sua primeira novela, em 1892. Considerado o maior escritor soviético, Gorki vai além do realismo tradicional e, escritor eminentemente proletário, abriu uma nova fase na literatura, dando continuidade ao grande realismo burguês do século XIX, de Balzac, Stendhal e Flaubert. Ele inaugurou um realismo de tipo novo, que alguns chamaram de “socialista”. O povo pobre e marginalizado é o personagem central de sua obra.

O “realismo socialista” tornou-se referência oficial - à revelia de Gorki – no I Congresso de Escritores Soviéticos (1934), sob a batuta de Alexei Zdanov, que se tornou desde então num verdadeiro autocrata da cultura soviética. Naquele congresso, Zdanov fez um discurso, baseado num esrito de Gorki, e usado amplamente como base para a edificação da doutrina estética oficial do realismo socialista.

Para Gorki, a luta titânica de seu povo e sua conscientização no conflito contra o czarismo, pela paz e contra o capitalismo, é o tema permanente. Ele está presente, por exemplo, em um de seus livros mais importantes, A Mãe (1906), cuja ação se passa na revolução malograda de 1905. E, por isso mesmo, se destinava a não deixar esmorecer o ímpeto popular. “Esse livro vem precisamente a tempo”, comentou Lênin, o líder da Revolução Russa.

A confiança na revolução, dirigida pelo partido dos operários, não transparece apenas na literatura de Gorki. Foi uma característica essencial de sua personalidade, que cedo o levou aos grupos revolucionários e ao marxismo. Na juventude, conheceu deportados e degredados políticos e soube que existia gente que lutava para transformar aquele mundo de miséria, pobreza, opressão e imensa exploração. Ele próprio foi vítima de prisões e perseguições.

Sua atividade literária ligou-se intimamente à luta política e revolucionária. Um verso de “O anunciador da tempestade” (Cantemos a loucura dos bravos) virou verdadeiro apelo revolucionário a iluminar sua obra. Em 1903, já era um escritor de renome, se aproximou dos bolcheviques, aprofundando sua diferença em relação aos intelectuais liberais.

Em 1905, publicou, no diário bolchevique A Vida Nova suas “notas sobre o espírito pequeno burguês”, onde denunciou a vacilação e ridicularizou o comodismo e subjetivismo dessa camada social. Sua atividade contra o governo czarista o levou ao exílio, que só terminou com a Revolução Russa de 1917. Buscou animar a vida intelectual, principalmente com a atividade cultural dos operários e do povo. Após a Revolução, em 1918, tornou-se Comissário do Povo para a Melhoria das Condições de Existência dos Cientistas.

Em 1921 adoeceu e, por insistência de Lênin, foi tratar-se no exterior, voltando à URSS em 1928, sendo então muito homenageado. O contato com a obra do regime socialista, que lançava as bases de uma vida nova para o povo russo, fez Gorki lançar-se ainda com mais vigor na defesa dos interesses do proletariado revolucionário.

O romancista passou a compor obras autobiográficas e de reminiscências, que muitos consideram aquilo que de melhor ele escreveu. Dedicou-se também a animar os jovens autores soviéticos, “atira-se para essa corrente literária que não cessa de aumentar, lê manuscritos, prefacia, corrige, explica, discute linha por linha e, não conseguindo responder a cada um, escreve cartas coletivas dirigidas a grupos” de escritores operários, registrou Nina Gourfinkel no livro Gorki.

Gorki dedicou-se à defesa e edificação de uma vida nova fazendo aquilo em que era mestre, escrevendo e ensinando a escrever. Numa longa carta para escritores estrangeiros, em 1932, ele falou da força operária na criação de novas formas de vida e fez uma pergunta que completa aquela sua profissão de fé no homem citada no início deste artigo: “De que lado estão vocês, os mestres da cultura? Com a força operária da cultura, pela criação de formas novas de vida, ou contra essa força, pela conservação da casta de espoliadores irresponsáveis, da casta podre da cabeça aos pés, que continua agindo em virtude da lei da inércia?”

Gorki havia conquistado o direito de colocar esta questão central da cultura de nosso tempo de maneira tão inequívoca. Sua vida e sua obra o autorizavam a isso.